Eu sou um corpo invisível
Que percorre o mundo inteiro
Não sou pobre nem sou rico
Aonde chego não fico
Sigo em frente, sou veloz,
Onde é necessário eu vou
Ninguém nunca me tocou,
Nem ouviu a minha voz.
Sou da idade da vida
Sem religião nem seita,
Minha ação é percebida
Todo mundo me respeita
Norte, sul, leste e oeste,
Vou como raio celeste
À qualquer parte do mundo
Sem pés, sem mãos e sem asas,
Visito milhões de casas,
Em menos de um segundo.
Aonde chego não fico
Sigo em frente, sou veloz,
Onde é necessário eu vou
Ninguém nunca me tocou,
Nem ouviu a minha voz.
Sou da idade da vida
Sem religião nem seita,
Minha ação é percebida
Todo mundo me respeita
Norte, sul, leste e oeste,
Vou como raio celeste
À qualquer parte do mundo
Sem pés, sem mãos e sem asas,
Visito milhões de casas,
Em menos de um segundo.
Nunca perdi pra Ninguém
Destruo qualquer reinado
Juízes e Promotores
Presidentes e senadores
Capitais e Coronéis
Por mais valentes que sejam
As vezes nem pestanejam
Vinde caindo aos meus pés.
Se você não acredita
Vou descrever minha história
Matei Maria bonita,
No auge de sua glória
Matei Antonio Silvino,
O coronel Zé Rufino
Zé Ferreira, Lampião,
Depois matei Padim Cicero
E pra cumprir meu compromisso
Matei frei Damião.
Matei beata Mocinha
Famosa no ceará,
Irmã Dulce, Mãe menininha,
Madre Tereza de Calcutá,
No Nordeste brasileiro,
Matei Jackson do pandeiro
Lindú, o rei da canção,
Sem deixar outro na vaga,
Matei seu Luiz Gonzaga
O nosso rei do baião.
Fui eu quem matou Homero
Confúcio Delcalião,
Matei brama, Buda, Nero,
Aristóteles e Platão
Matei Gregório de matos,
João Batista, Pilatos,
Alexandre, Maomé,
Menelau, Pares, Helena,
Lázaro, marta, Madalena,
E a virgem de Nazaré.
Lindú, o rei da canção,
Sem deixar outro na vaga,
Matei seu Luiz Gonzaga
O nosso rei do baião.
Fui eu quem matou Homero
Confúcio Delcalião,
Matei brama, Buda, Nero,
Aristóteles e Platão
Matei Gregório de matos,
João Batista, Pilatos,
Alexandre, Maomé,
Menelau, Pares, Helena,
Lázaro, marta, Madalena,
E a virgem de Nazaré.
Pra mim não tem importância
Se você é um doutor,
Um cientista, astronauta,
Ou um simples lavrador
Homem como Baldoíno
Do império Bizantino,
Calígula, Galba, Crispim,
Ptolomeu, Desidério
Dário, Pompeu e Tibério
Todos tiveram seu fim.
Se você é um doutor,
Um cientista, astronauta,
Ou um simples lavrador
Homem como Baldoíno
Do império Bizantino,
Calígula, Galba, Crispim,
Ptolomeu, Desidério
Dário, Pompeu e Tibério
Todos tiveram seu fim.
Dei o golpe derradeiro
No Balão rei da Turquia
No papa leão terceiro
Ricarte de Normandia
O mundo perdeu Solon,
Hércules e Agamenon
A rainha de Sabá,
João Martim de Ataíde
Matei Harum Al-hachide
Califa de Bagdá.
Centuriões e Tetrarca
Do Egito, Galileia,
Imperadores, Monarcas
Da Arábia da Judéia
Com o meu instinto justo
Matei Crasso, Cezar augusto,
Jacó, Dalila, Sansão,
Cleópatra, Justiniano,
Arquimedes e Trajano
E o velho rei Salomão.
Matei mark-Wayniclark,
General Americano
A guerreira Joana Dark
Paulo Diácono e Urbano
Entrei na idade média
Li a divina comédia
Que Alighieri escreveu
Depois que dei minha prova,
Seu corpo foi Para a cova
E a Obra para o museu.
Rómeo foi intitulado
A raposa do deserto
Foi totalmente esmagado
Na hora que cheguei perto
Matei Hitler, Mussolini.
Depois Walter Avancine
Tirou seu nome do mata
O mundo não tem sossego
Porque na hora que eu chego
Quem tem vida não escapa.
Eu mato as flores do mato,
Mato bicho mato gente
Mato Papa, presidente,
Tudo que tem vida eu mato
Pode ser meigo, pacato
Provinciano, matuto,
Mato o manso, mato o bruto,
Mato quem rir e quem chora
O tempo me diz a gora
Eu vou lá e executo.
Entre Golpe e imprevisto
Pra mim foi o mais profundo
Quando matei Jesus Cristo
Abalei a paz do mundo
Por isso vim lhe pedir
Para você dividir
O pão com quem precisar
Que quando eu aqui voltar
Você não será tão forte
Porque meu nome é a Morte meu compromisso é matar.
No Balão rei da Turquia
No papa leão terceiro
Ricarte de Normandia
O mundo perdeu Solon,
Hércules e Agamenon
A rainha de Sabá,
João Martim de Ataíde
Matei Harum Al-hachide
Califa de Bagdá.
Centuriões e Tetrarca
Do Egito, Galileia,
Imperadores, Monarcas
Da Arábia da Judéia
Com o meu instinto justo
Matei Crasso, Cezar augusto,
Jacó, Dalila, Sansão,
Cleópatra, Justiniano,
Arquimedes e Trajano
E o velho rei Salomão.
Matei mark-Wayniclark,
General Americano
A guerreira Joana Dark
Paulo Diácono e Urbano
Entrei na idade média
Li a divina comédia
Que Alighieri escreveu
Depois que dei minha prova,
Seu corpo foi Para a cova
E a Obra para o museu.
Rómeo foi intitulado
A raposa do deserto
Foi totalmente esmagado
Na hora que cheguei perto
Matei Hitler, Mussolini.
Depois Walter Avancine
Tirou seu nome do mata
O mundo não tem sossego
Porque na hora que eu chego
Quem tem vida não escapa.
Eu mato as flores do mato,
Mato bicho mato gente
Mato Papa, presidente,
Tudo que tem vida eu mato
Pode ser meigo, pacato
Provinciano, matuto,
Mato o manso, mato o bruto,
Mato quem rir e quem chora
O tempo me diz a gora
Eu vou lá e executo.
Entre Golpe e imprevisto
Pra mim foi o mais profundo
Quando matei Jesus Cristo
Abalei a paz do mundo
Por isso vim lhe pedir
Para você dividir
O pão com quem precisar
Que quando eu aqui voltar
Você não será tão forte
Porque meu nome é a Morte meu compromisso é matar.
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| Atuação da Morte. |
Autor : José Barbosa Monteiro Filho.
Texto usado pela personagem da Morte na Paixão de Cristo de Ruy Barbosa em 2009.
Direção Geral da Paixão de Cristo: Jarbas Lima
Ator: Rone Britto
Direção Geral da Paixão de Cristo: Jarbas Lima
Ator: Rone Britto



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