Sentado na cadeira humilde do meu quarto escuro,
Fecho
os olhos para não poder ver.
Contenho
a fala,
Para
que não expresse o que a mente impressa.
Permaneço
sentado,
Pois
as pernas são insignificantes,
Não
me alicerçam mais...
Sentado
na cadeira humilde do meu quarto escuro,
Mesmo
com olhos fechados,
Ainda
vejo as criações de minha mente inventiva,
Ainda
sinto,
O
que o tato da pele não me permite sentir.
Permaneço
centrado,
Pois
a mais breve distração me faria cair.
Espalhando-me.
Sentado
na cadeira do meu quarto, humilde escuro.
Não
me tem mais.
Não
me faz mais.
Não existe mais.
Não
lhe sinto, nem lhe vejo mais.
Apenas
existe.
Impoluto.
Insignificante.
Sentado
na cadeira, do meu quarto humilde, escuro.
Olhares
se voltam para mim.
Agora
vejo.
Agora
tenho falado.
Agora
sinto...
Sinto,
que minha tão humilde presença, num tão humilde quarto, dum tão humilde escuro,
se faz notada, percebida, avaliada, mérito-merecida.
Estou
de pé. Já ando,
Em
volta da cadeira humilde do meu quarto escuro.
Autor: Rone Britto
Parabéns colega!
ResponderExcluirParabéns amigo!
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